Introdução:
Um dos grandes problemas da sociedade atual, ou questão que é tratado como problema na sociedade, é a questão das drogas. As representações dos usuários de drogas são as mais variadas não existe um consenso quanto a isso na sociedade, se é que podemos achar um consenso sobre alguma coisa em alguma sociedade, se nem em instituições totais, onde as condutas são ditas quase perfeitas, encontramos tal consenso.
Se a droga e seu uso é um problema ou não, é uma discussão que não é de hoje, já vem de muito mais tempo, e eu não vou me preocupar aqui em dizer se é um problema ou não, a droga está aí e pronto.
Quanto à problematização das drogas, podemos dizer que existe na sociedade, por uma parcela significativa da população, e por determinados grupos, uma visão de que aí está um problema sério. Um problema por conta dos efeitos físicos, psicológicos e sociais que as drogas podem acarretar.
Outra coisa que está presente na sociedade é o esporte, aparecendo de variadas formas, como uma necessidade, como forma de ganhar dinheiro, como forma de lazer, e como retrato de uma guerra entre os povos. A questão de tratar o esporte como uma necessidade será muito importante para essa analise do esporte relacionado com as drogas, com a questão do dinheiro não ficando atrás também.
Para fazer essa analise das drogas no esporte me atentarei em três pontos. O primeiro é o esporte como válvula de escape do mundo das drogas. O segundo é a questão do doping muito presente no esporte hoje, principalmente se falamos do esporte de alto rendimento. O terceiro ponto é a questão das drogas relacionada com um medo, o mal estar da pós-modernidade, numa referencia a Bauman e a questão do medo na pós-modernidade.
Antes, procurarei fazer uma analise entre os teóricos da sociologia e da antropologia em relação ao uso de drogas, levanta-se a questão dos usuários de drogas serem marginalizados na sociedade. Depois passarei para os três pontos principais que proponho nesse artigo relacionando o esporte às drogas fazendo uma analise sociológica em cima disso.
Uma coisa muito importante que precisa ser relembrada sempre é que o autor do presente artigo não se preocupa em definir um bem ou um mau em relação à droga, mas procurarei fazer uma descrição de como se da essa relação entre drogas e esporte, procurando não cair em juízo de valor.
Usuário de drogas tendo uma representação marginal ou não-marginal na sociedade?:
Fazendo uma revisão bibliográfica vou separar em duas partes que são a marginalização de drogas e seu uso, e os efeitos que ela pode trazer para os indivíduos e a sociedade.
.As drogas e seu uso como marginal na sociedade:
Em “(Re)construção da Juventude, Cultura e Representações Contemporâneas”
coletâneas de artigos organizada por Rosilene Alvim e Edísio Ferreira Jr. juntamente com a UFPB (Universidade Federal da Paraíba) existe um artigo falando do uso de drogas na juventude que se intitula “Notas de viagem, adolescência e uso de drogas” escrito pelo antropólogo Roberto K. Pacheco. No meio da descrição que faz, Pacheco fala dos drogados e que estes são “a escória da sociedade”, e que o uso de drogas é a explicação ultima dos atos, como se existisse uma ordem estabelecida e que o uso de drogas é a sujeira que ameaça a ordem. Pacheco coloca os termos narcisismo e demonização para falar das drogas.
Outro artigo presente na coletânea “(Re)construção da Juventude, Cultura e Representações Contemporâneas” é o que se intitula “Juventude e o uso intensivo de droga na atualidade” de autoria de Maria do Socorro de Souza Vieira. A autora fala do uso de droga como busca de razão para a vida, suporte para tomada de decisões, busca de admiração e destaque, e fala de uma ligação direta com necessidades emocionais. Viera então coloca sempre um caráter doentio nos usuários de drogas, como se estivessem de alguma forma, mesmo sendo fisicamente, marginalizados na sociedade.
Outra obra que trata do assunto é a do antropólogo Felipe Evangelista Andrade Silva que fez sua tese de monografia de graduação intitulada “A selva das representações, significados do consumo de drogas entre usuári@s na universidade”. O autor coloca olhares diferentes em relação ao uso de drogas além da visão dos próprios usuários, descrevendo também a “cultura usuária”. Outra coisa que Silva coloca são as diferentes representações dos perigos de intoxicação sendo ela voluntária e involuntária. Falando do perigo o autor cita Mary Douglas que estuda o perigo teóricamente na obra “Pureza e Perigo”.
Em sua obra Mary Douglas coloca que existe uma ordem na sociedade, mas não existe uma desordem concreta, mas sim uma desordem abstrata que se molda de acordo com idéias e dessa combinação resulta o perigo. Se tudo o que oferecesse risco fosse tratado como perigoso coisas como atravessar a rua, comer e cortar o cabelo seriam de uma conseqüência enorme, pois oferecem um risco, mas a noção de perigo é sempre selecionada e voltada para certas coisas de acordo com as questões de valores da sociedade.
Zygmunt Bauman escreve “O Mal-Estar da Pós-Modernidade”, nessa obra Bauman fala do abuso de droga e outras coisas como ligada ao grupo “perigoso” da pós-modernidade (aqueles que não conseguem se encaixar na lógica do consumo). Tal cidadão seria aquele a ser batido na pós-modernidade. O abuso de drogas entre outras coisas é a simbolização do pecado existente em tais cidadãos.
A UNFDAC (United Nations Fund for Drug Abuse Control) organizou uma obre que se intitula “Abuso de Drogas entre meninos e meninas de rua do Brasil” fazendo analise em varias regiões do país como Pernambuco, Rio de Janeiro, São Pulo, Porto Alegre, Piauí e Brasília. Contou com a colaboração de profissionais de variadas áreas como psicologia, medicina, direito, sociologia e segurança publica. Um ponto levantado na obra que é de grande importância é o uso de drogas entre meninos e meninas de rua estando relacionado com deficiências familiares e escolares (aponta dados estatísticos). É uma analise das crianças (até 17 anos) denominados “de rua”, não estuda os usuários de outras características.
Uma Outra obra é a que se intitula “Cannabis sativa L. E substancias Canabinóides em Medicina” oragnizados com E. A. Carlini, Eliana Rodrigues e José Carlos F. Galduróz. Tal obra fala do uso medicinal da maconha, levanta a discussão da diabalização da maconha na sociedade, não desprezando, no entanto, seus riscos. Uma discussão final levanta o caso de liberar ou não o cultivo e uso da maconha nas mais variadas utilidades.
Fernando Gabeira, em sua obra que se intitula “A Maconha” defende a legalização da erva; fala da história da ilegalização; fala da visão brasileira da maconha, sendo chamada em certo momento de “diamba” afastando o nome maconha que era alvo de repressão e relaciona o papel da escravidão com a visão que o brasileiro tem da maconha; fala de toda a discussão política existente quanto ao assunto, e também comenta o caso de personalidade políticas como Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton que tiveram contato com a maconha em parte de suas vidas.
Em “Uma Teoria da Ação Coletiva” Horward S. Becker faz uma grande explanação quanto ao uso da maconha e outras drogas. Becker fala do uso de drogas como desviante na sociedade, ou rotulado como tal. Desviante seria o individuo que desviou certa regra da sociedade, logo ele é rotulado como tal, tal comportamento deveu-se ao fato de que o individuo vê seus juizes como desviantes, estando a rotulação relacionada com questões de poder político. Fala-se de comportamentos desviantes sendo tratados varias vezes como doenças mentais por não serem considerados desejavelmente normais. Becker coloca os alcoólatras como indivíduos ambivalentes que fazem o que fazem, mas têm um sentimento de que estão desviando, enquanto que homossexuais e usuários de maconha e outras drogas ilícitas possuem uma ideologia de que estão certos e os que são contrários ao que fazer é que estão errados. Os desviantes recebem um status de controle (viciado, louco, bicha e etc). Relaciona o envolvimento de usuários de drogas com o crime à maneira que a sociedade os trata. E falando dos grupos formados por indivíduos desviantes, diz-se que estão ali para aprender com os outros como com o caráter desviante da ação que praticam.
. A relação dos efeitos psicoativos de drogas com o social:
Fernando Gabeira no seu livro “A Maconha” faz uma consideração muito curta dos efeitos psicoativos da maconha, falando que varia muito de pessoa para pessoa. Felipe Evangelista Andrade Silva vai pelo mesmo caminho de Gabeira. Becker faz uma grande relação dos efeitos com o meio social em que está inserido o usuário, o efeito dependendo assim de todo o pensamento que existe em relação à droga.
Como é possível ver então, a questão do uso de drogas, principalmente se tratando do uso da maconha, é tratado, de alguma forma, como marginal na sociedade. Procurarei agora falar do esporte como válvula de escape desse mundo marginal das drogas, considerando que assim ela é tratada na sociedade.
Esporte como válvula de escape do mundo das drogas:
O uso de drogas é um fato muito presente na sociedade. Tal fato é visto como marginal, logo, os usuários se encontram nos guetos. Certa parcela da população, em certos casos a maioria da população, encontra-se nos guetos, trabalham nos guetos, vivem nos guetos, e se divertem nos guetos também. Tal parcela da população, que tem suas vidas todas naquele meio, ganha um estereótipo, se vivem nos guetos, e as drogas estão nos guetos, então a vida dessa parcela da população está diretamente relacionado com o uso de drogas. Podemos até não achar uma afirmação de um assistente social falando isso, mas fica difícil não encontrar pensamentos dessa maneira. Fica aí a duvida, se o uso de drogas é marginal na sociedade por se encontrar nos guetos ou se é o contrario. Essa questão ficará para a ultima parte do presente artigo. Preocuparei-me agora com o esporte sendo uma válvula de escape do uso de drogas, já que essa é uma coisa tratada como ruim na sociedade, então consideremos no momento que o uso de drogas é marginalizado na sociedade.
Sempre que falamos de alguém que se encontra em situação difícil, que cause alguma seqüela, enfim, que se encontra numa situação negativa frente à normalidade da sociedade, pensamos numa válvula de escape para que a pessoa possa sair de tal situação. Uma pessoa que se encontra em profunda depressão precisa se consultar com um psicólogo ou um psicanalista, além de consultas formais de gabinete é recomendável uma mudança drástica de vida, ou seja, se a pessoa só ficava trancada dentro de casa, é recomendável que saia um pouco de casa, se existe uma abstinência sexual, é recomendável que se abra a possibilidades do tipo, entre varias outras coisas que é aplicável a varias outras anormalidades presentes em nossa sociedade, incluindo aí o esporte.
Existe uma discussão dentro e fora do grupo de usuários de drogas, se o uso de drogas é ou não um problema para a sociedade, ou se o uso provém de algum problema existente na vida do usuário como depressão, problemas sociais ou coisa do tipo. Fala-se muito do uso de drogas relacionado a problemas pessoais, mas também existem negações, existe o discurso de que se usa droga não por algum problema, mas pelo simples prazer que a droga traz, as pessoas fumam maconha, cheiram substancias como a cocaína, bebem bebidas alcoólicas por que simplesmente gostam.
Becker fala dos indivíduos rotulados como marginais por uma determinada característica que possui, ou alguma pratica e etc. Essa rotulação como já vimos antes se da de acordo com uma determinada idéia e é muitas vezes tratado com uma doença. Um bom exemplo disso é se pegarmos o contexto mundial, um presidente de um país que se coloca contrario à lógica da globalização é tratado como um problema para todo o sistema e varias vezes é chamado de louco.
Existem vários programas sociais que trabalham visando retirar indivíduos dos guetos, ou seja, da posição de marginais, e os usuários de drogas estão incluídos, logicamente, nesses que são visados por tais programas. Fala-se da educação como válvula de escape, da arte, e é claro do esporte. Um grande exemplo disso é o esporte à meia noite, em que meninos de rua são retirados da “vadiagem” e são levados, quase que convocados a praticarem esportes como uma situação contraria de suas vidas na rua em que as drogas estão muito presentes. A própria denominação “marginal” da uma idéia de desintegração da sociedade, o esporte então viria como uma forma de integração do individuo na sociedade. Atribui-se aí então uma função integradora ao esporte.
Emile Durkheim fala da questão da anomia na sociedade como algo que desintegra a sociedade, derruba os pilares construídos no meio social, vai contra uma consciência coletiva construída para uma boa harmonia na divisão do trabalho social existente em uma sociedade de solidariedade orgânica. Lendo Durkheim, fica claro que, questões como o crime, e o suicídio não representam uma patologia na sociedade, e é bem discutível se o uso de drogas entra nessa questão também. Uma coisa que também é presente na obra de Durkheim é o funcionalismo, se atribui funções a certos elementos sociais, o esporte então é tratado como integrador exercendo tal função na sociedade. Sendo os usuários de drogas rotulados como desintegrados da sociedade, ou marginais como coloca Becker, o esporte então está como válvula de escape para os indivíduos “afundados” no “mundo das drogas”, integrando-os da maneira devida.
Doping:
Vivemos hoje numa sociedade em que o individuo é muito valorizado, se procura sempre ser o melhor, pelo menos frente aos próximos em tudo em que se envolve. Por certa valorização do individuo, coisa que ta um tanto banalizada e que foi muito idealizada pelos sábios iluministas, dando olhares para uma sociedade moderna, onde a integração das pessoas não é o importante, mas sim o estar na frente do outro, o que se busca é sempre o caminho da vitória em todos os ramos da vida. Nas relações sexuais, por exemplo, a questão do amor se transformou drasticamente, o sentido não é mais o amor, como o desejo de interação humana, uma junção dos meios naturais e dos meios sociais para fortalecer os laços humanos, tal junção se daria através das relações sexuais. As relações sexuais não têm mais esse sentido, ao entrar numa relação se pensa no companheiro como um produto que vai satisfazer os prazeres, que possuem qualidades, mas também possuem defeitos, e tais produtos podem ser trocados, devolvidos ou simplesmente jogados no lixo, sendo que o amor que está envolvido não passa de uma simples ilusão do fortalecimento dos laços humanos. Bauman coloca muito bem essa questão em sua obra que se denomina “Amor liquido”. O esporte não fica pra traz nesse império da racionalidade, da individualidade e da liquides que a modernidade traz para todos os elementos da sociedade.
Falamos então do uso de drogas influenciando o meio esportivo, deixando a pergunta, em contraposição com o tópico anterior do artigo, de onde entra o uso de drogas no meio esportivo influenciado pela modernidade. Seria um esporte de altíssimo rendimento em que o competir não é o importante, mas o importante é a vitória a todo o custo, não importando o que se faça para alcançar a vitória.
Pegando um pouco do que Bauman colocou sobre o amor podemos fazer uma relação com o esporte. Os jogos olímpicos dos tempos modernos, tendo sua primeira edição realizada em Atenas (uma lembrança dos jogos olímpicos dos tempos antigos) e realizada no ano de 1896, foram idealizados pelo Barão de Coubertin visando à paz e a integração entre os vários povos do mundo, com a participação da grande maioria dos países existentes no planeta.
Com o limiar da guerra fria, os jogos olímpicos mudaram de lógica. O mundo era dividido em duas partes, o bloco socialista e o bloco capitalista. O esporte passou a simbolizar a guerra entre os dois blocos. O importante era mostrar a diferença, quem é que predominava quem era ao mais desenvolvido, enfim, quem era o mais poderoso. O que Coubertin idealizou ficou pra traz, o que o esporte ajudava a fazer era separar o mundo ainda mais em suas diferenças.
Uma pergunta que vem é como fica o esporte com uma derrocada da União Soviética, com a queda do muro de Berlim, pondo fim à guerra fria. Não existe mais uma luta entre idéias, mas agora o esporte se voltou para o lucro de grandes empresas e empresários. O grande atleta agora virou um funcionário de uma das grandes empresas, funcionário que está ali mostrando a marca da empresa, marca essa que precisa aparecer, e só vai aparecer se o atleta tiver um desempenho satisfatório para que ganhe destaque e repercussão e assim o atleta, e principal a marca ganhe carisma.
O uso de drogas que estimulam fisicamente os atletas está muito presente nesse jogo, mesmo que o uso de alguma delas não é moralmente aceito na sociedade, mesmo que a uso seja tratado como marginal. Existem vários casos relacionados a isso na atualidade, podemos pegar como exemplo o caso da Rebeca Gusmão, que ainda está sob grande discussão e investigação, mas fica claro que existe um grande jogo de interesses, envolvendo pessoas importantes e empresas importantes também.
Drogas e esporte e o mal-estar da pós-moderna:
Relacionamos dois pontos de relação entre o esporte e as drogas. No primeiro vimos que, de certa forma, o esporte serve de válvula de escape do chamado “mundo das drogas”. O outro seria o uso de drogas no esporte, relacionado com o esporte de alto rendimento o a vitória a todo o custo.
Vários autores dentro da sociologia estudam o uso de drogas como marginais na sociedade. Uma duvida que fica é uma pessoa como Armando Diego Maradona que caiu no escândalo de ser pego no exame anti-doping da copa do mundo de futebol de 1994, e depois caiu em vários indícios de uso de substancias tóxicas que não tinham nada a ver com a questão do rendimento, e mesmo assim, é contemplado como o maior ídolo nacional na Argentina, com as pessoas, não querendo saber se Maradona usa ou não substancias proibidas.
Uma pessoa desconhecida e de baixa classe social seria marginalizada, certamente, em território argentino por usar as mesmas substancias usadas por Maradona. Quanto a isso podemos voltar ao que Bauman coloca em sua obra “O Mal-estar da Pós-modernidade”, o autor fala que diferente da modernidade onde o medo era relacionado com aqueles que queriam derrubar a ordem, na pós-modernidade tal medo está voltado para aqueles que não conseguem se adequarem à sociedade, que é imperada pelo consumo. O medo, assim, está voltado para aqueles que não podem consumir, ou seja, para aqueles que possuem renda baixa, e a estes fica relacionado o abuso de drogas, o abuso sexual, o crime entre varias coisas, estando aí o mal-estar da pós-modernidade.
O drogado argentino que é marginalizado é marginalizado por que é pobre de algum capital (fazendo uma referencia ao trabalho de Bourdieu). Maradona tem capital o suficiente para ser pego com drogas e não ser marginalizado na Argentina, ou o a dominação carismática (trazendo a discussão feita por Weber na teoria da dominação) que este possui naquele meio social é tão grande. Tudo isso demonstra que o mal-estar da pós-modernidade está voltado para outra coisa que não o uso de drogas, sendo tal questão tratada, de maneira ignorante, como intrínseca a aqueles que não conseguem se adequarem à lógica do consumo, ignorância, que eu coloco, é de por puro carisma o fato de Maradona ter usado substancias tóxicas ser ignorado em beneficio de sua contemplação como o grande ídolo nacional argentino.
Bibliografia:
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.BAUMAN, Zygmunt. Mal estar da pos-modernidade(o). Rio de janeiro: J Zahar, 1998.
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.SILVA, Felipe Evangelista Andrade. A selva das representações: significados do consumo de drogas entre usuári@s na universidade. 2005.
.CAERLINI, E. A. Cannabis sativaL. E substancias canainóides em medicina. 1, ed, São Paulo: CEBRID, 2004.
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.BAUMAN, Zygmunt. Amor liquido. Rio de janeiro: J Zahar, 1998
.DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 17. ed. São Paulo: Nacional, 2002.